Entenda sobre o sistema petrolífero e o que o constitui.

O tema da conversa de hoje é o sistema petrolífero: O que é, o que constitui, e os processos que o envolve.

Como já sabemos, atualmente, o petróleo é considerado um dos principais recursos naturais utilizados como fonte de energia.

Além disso, sabemos que ele tem origem a partir da decomposição de matéria orgânica e, ao longo dos anos, os depósitos sofrem diversas modificações até se transformarem no que corresponde à substância oleosa chamada petróleo.

Mas até aí nós já sabemos, certo? O que vamos abordar ao longo desse texto são os processos que constituem todo esse sistema.

O que é o sistema petrolífero?

Vamos do princípio, o sistema petrolífero nada mais é do que um modelo que envolve todos os elementos e processos geológicos que se faz necessário para que exista a acumulação de óleo e gás.

Assim podemos dizer que é um conceito unificador, já que ele envolve todos os elementos e processos da geologia do petróleo. Além disso, é muito utilizado durante a exploração, a avaliação das reservas e na pesquisa das jazidas.

O que constitui o sistema petrolífero?

Um sistema ativo abrange a existência e o funcionamento simultâneo de quatro elementos: rochas geradoras maturas, rochas-reservatório, rochas selantes e trapas. Além de dois fenômenos geológicos: migração e sincronismo.

Ilustração do sistema petrolífero. Fonte: Reprodução

Rochas Geradoras

Também conhecida como rocha mãe, a rocha geradora deve possuir matéria orgânica em quantidade e qualidade adequada, ela é submetida ao estágio de evolução térmica necessário para degradação do querogênio, que corresponde a parte insolúvel da matéria orgânica. O querogênio é formado a partir dos lipídios, proteínas e carboidratos, dos seres vivos.

Essas rochas são normalmente constituídas de material detrítico de granulometria muito fina, assim como folhelhos ou calcilutitos.

Rochas Reservatório

Consegue imaginar o porquê recebe esse nome?

É graças a sua porosidade e permeabilidade adequadas para acumular o petróleo. No geral, ela é composta de grãos, ligados uns aos outros pelo material denominado “cimento”, juntamente com a matriz, que é um material característico por ser muito fino.

Alguns exemplos de rocha-reservatório são os arenitos, calcarenitos, rochas sedimentares permeáveis, com porosidade intergranular e folhelhos, e carbonatos com fraturas.

Rochas Selantes e Trapas

Para que seja possível ocorrer a acumulação do petróleo, é necessário que alguma barreira se interponha no caminho. A rocha selante ou selo, em uma estrutura sedimentar é uma “barreira” que impede a migração de hidrocarbonetos das rochas-reservatório, assim favorecendo a sua acumulação. A característica principal é a baixa permeabilidade, ocorrendo superposta ao reservatório.

Ademais, outra característica importante é a plasticidade, pois ela garante que a superfície mantenha suas características mesmo sofrendo deformações.

As principais rochas que funcionam como rocha selante são as argilosas, que representam a maioria das rochas de coberturas nos reservatórios petrolíferos conhecidos, e as rochas evaporíticas.

Além das rochas selantes, outros itens se fazem necessários para a formação de um reservatório de petróleo, assim como a existência de armadilhas, ou trapas.

As trapas podem ser classificadas como estruturais, estratigráficas, hidrodinâmicas ou mistas. Elas são estruturas cuja geometria é o resultado de atividade tectônica, estando relacionadas a falhas, dobras ou diápiros.

Migração: O que é e qual a sua importância?

A migração é um dos fenômenos geológicos que citamos anteriormente. À medida que o querogênio é transformado em petróleo, o espaço ocupado por este material é maior que o original, antes ocupado pelo querogênio na forma primária.

Isto, obviamente, gera um aumento de pressão na rocha, causando uma fratura, assim gerando canais de migração para regiões de pressão mais baixa.É o transporte desses fluidos, através da rocha geradora até um local poroso de menor pressão, conhecido como o processo de migração.

Veja bem, para ser possível ter uma acumulação do petróleo é necessário que após gerado ocorra a migração. Durante este processo o óleo precisa ter o caminho interrompido pela existência de algum tipo de “armadilha geológica”.

Existe basicamente dois tipos de migração:

Primária: é o processo de expulsão do petróleo pela rocha geradora. O aumento de pressão produz microfraturas na rocha mãe, o que permite a passagem do fluido e, consequentemente, o alívio da pressão, formando assim um ciclo.

Secundária: é o percurso que o óleo faz ao longo de uma rocha porosa e permeável até ser interceptado por uma armadilha geológica.

Sincronismo: O que é e qual a sua importância?

Este é o segundo fenômeno geológico que citamos anteriormente, ele é o responsável para que as rochas geradoras, reservatórios, selantes, trapas e a migração se originem e se desenvolvam em um período de tempo adequado para a formação e acumulação do petróleo. Simples, não acha?

Entenda, o processo de formação de hidrocarbonetos, e nesse caso estamos falando dos que são economicamente viáveis, é uma associação muito delicada entre os diferentes acontecimentos geológicos, logo, basta um dos elementos não estar presente para que todo o processo de formação e armazenagem não ocorra.

Então, nossa conversa sobre Sistemas Petrolíferos acaba aqui. Recapitulando sobre os assuntos falados, aprendemos mais sobre o que é o sistema petrolífero, as rochas e outros itens que constituem o sistema além de processos que ocorrem dentro do sistema.


Enfim, esperamos que tenha gostado do conteúdo, e sinta-se à vontade para comentar sobre e tirar qualquer dúvida conosco nas nossas redes sociais.

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