O QUE É?
O alumínio é um elemento com símbolo Al , um metal prateado, leve e altamente resistente à com destaque para a sua baixa densidade, resistência à corrosão e alta condutibilidade elétrica/térmica que lhe confere grande uma variedade de usos. É um elemento muito reativo, pelo que nunca é encontrado livre na natureza, encontrando-se combinado sob a forma de hidróxidos, silicatos, fosfatos ou sulfatos.
OCORRÊNCIA
O alumínio é abundante sob a forma de óxido de alumínio (Al2O3) e as reservas minerais são quase ilimitadas. O alumínio é obtido principalmente a partir do minério de bauxita composto de minerais ricos em hidróxidos de alumínio, principalmente a gibbsita, boemita e diásporo resultantes de alteração supergênica de rochas ricas em feldspatos, feldspatoides e argilas, onde o alumínio acaba por se concentrar após lixiviação da maioria dos componentes químicos desses minerais.
Com um teor de óxido de alumínio entre 35% a 45%, a bauxita é o principal minério de alumínio e as principais reservas de bauxita estão nos estados do Pará (90%), Minas Gerais (7%), São Paulo e Goiás (3%).
USOS E RECICLAGEM
A versatilidade do alumínio faz com que sua lista de aplicações sejam quase ilimitadas, como por exemplo para a construção civil para conferir resistência em edifícios, revestimentos e decoração (janelas, portas, esquadrias, etc..), utensílios (Panelas, chaleiras, colheres…), transporte (na indústria marítima devido às suas propriedades como resistência à ferrugem, leveza e durabilidade; indústria ferroviária para fabricação de trens pois o alumínio suporta melhor a capacidade de carga e tem uma relação resistência-peso extremamente alta), entre infinitas outras áreas.
Um dos fatores determina o vasto uso do alumínio na indústria é o seu processo de reciclagem, essencial para a sustentabilidade ambiental e económica uma vez que a reciclagem economiza até 95% da energia utilizada para produzir alumínio a partir da bauxita.
TRANSIÇÃO ENERGÉTICA
A transição energética é a mudança do atual sistema de energia baseado em fontes não renováveis, como petróleo, carvão e gás natural, para um sistema mais sustentável, com menor impacto ambiental e colaborando para o processo de descarbonização, reduzindo as emissões de dióxido de carbono (CO2) e outros gases de efeito estufa na atmosfera.
Além disso, a transição energética tende a aumentar significativamente os empregos no setor de mineração, especialmente na extração de minerais críticos para essa transição, como por exemplo cobre, níquel, cobalto, lítio, manganês, grafite, zinco, terras raras e alumínio.
Temos um ótimo artigo aqui no blog da Cristal JR sobre transição energética com um conteúdo mais bem detalhado a respeito do tema.
O alumínio será cada vez mais um metal fundamental para o processo de transição energética e para um futuro descarbonizado, tendo um grande aumento na capacidade de produção em escala global com o passar dos anos, tendo em vista que é utilizado na fabricação de diferentes produtos e equipamentos de tecnologias de baixo carbono, como por exemplo embalagens de baterias; células de combustível de hidrogênio; infraestrutura de transmissão de energia, entre outros.
Ainda que com um vislumbrante futuro para um mundo mais descarbonizado, o alumínio é também uma fonte de emissão de gases estufa, ressaltando os desafios e demandas que esse setor ainda vai ter que enfrentar com o prosseguimento das estratégias para implementação de transição energética ao decorrer dos anos.
CONCLUSÃO
O alumínio se consolida como um aliado estratégico para a transição energética por conta de suas propriedades, versatilidade, facilidade de reciclagem e aplicação em tecnologias de baixo carbono.
Mesmo que ainda com alguns desafios a serem enfrentados pela indústria da mineração e produção de alumínio na redução do efeito estufa em suas atividades, a importância desse metal para os avanços tecnológicos e aumento do uso de fontes renováveis em larga escala encaminhará para uma futura diminuição desses impactos a longo prazo.