Blaster: O que é, como ter a habilitação e os riscos de não ter esse profissional na sua equipe

Com certeza você já deve ter ouvido falar por aí de empresas que estavam contratando profissionais em “blaster” urgentemente, não é? É bem comum encontrarmos anúncios desse tipo feitos por empresas do setor extrativo, mas não se assuste por saber que empresas do setor de construção civil também estão em constante busca por esses profissionais qualificados.

Algo recorrente na área trabalhista do nosso país é o fato de empregados receberem cargos que tratam de funções que não dizem respeito à sua qualificação, podendo acarretar em perdas tanto financeiras quanto técnicas, que muitas vezes levam à prejuízos irreparáveis.

Mas por que abordar essas questões aqui? Porque é fundamental que você entenda quais impasses e temáticas estão relacionados à carreira desse profissional tão importante, que é o blaster.

Neste artigo você irá descobrir tudo sobre o blaster, desde a origem do nome da profissão bem como as atividades que ele realiza e de que materiais faz uso.

Verá também como se tornar um profissional habilitado em blaster, sua atuação no Brasil e quais os riscos você corre em não ter esse profissional na sua equipe de lavra.

O que é o Blaster?

A palavra “blaster” se origina do inglês e significa “dinamitador” ou “detonador” para algumas traduções alternativas. É bem intuitivo tal significado e podemos a partir dele chegar a uma definição cabível. O blaster é o “encarregado de fogo” de um empreendimento, responsável por realizar o manuseio, arranjo, disposição e detonação de explosivos destinada ao deslocamento de matéria.

No caso de empreendimentos mineiros, é o responsável por executar o plano de fogo, projeto referente ao desmonte das rochas que contém o bem mineral a ser lavrado, beneficiado e comercializado posteriormente.

Com certeza você deve ter pensado no perigo e na responsabilidade associados à essa profissão. E realmente isso é algo muito importante a se considerar, pois erros relacionados a essa atividade pode colocar toda a empresa em risco, bem como a vida do próprio blaster e de outros profissionais ativos em campo.

Falamos até aqui sobre questões restritas ao trabalho de um blaster, sendo que algumas delas são fundamentais para a compreensão integral de suas funções.

Por isso a partir de agora vamos ver três importantes elementos ligados ao exercício do blaster que é indispensável que você entenda.

Desmonte de rocha

O desmonte de rochas é uma das operações unitárias mais importantes da atividade de lavra, que consiste em realizar a ruptura de superfícies rochosas por meio de explosivos que são dispostos em furos verticais ou inclinados.

De forma geral, essa etapa tem por objetivo fragmentar o maciço rochoso para que o bem mineral fique mais acessível e seja posteriormente beneficiado. Mas alguns objetivos principais estão associados à essa atividade, como:

• Fragmentação e distribuição granulométrica adequadas que permitem carregamento, transporte, manuseio e beneficiamento eficientes;

• Minimizar impactos ambientais;

• Otimização de custos, inclusive os das operações posteriores;

• Empilhamento do material desmontado;

• Danos pouco impactantes à frente de desmonte remanescente.

Mas será que o processo de desmonte será o mesmo para qualquer tipo de rocha que se queira desagregar? Certamente que não. Pode parecer um pouco óbvia essa questão, mas existem alguns fatores que são limitantes na hora de escolher o tipo de explosivo e o método de desmonte adequado. Tais fatores dizem respeito às propriedades das rochas envolvidas. Vamos ver algumas delas:

1. Resistência dinâmica da rocha

Quando a intensidade da onda de choque supera a resistência dinâmica da rocha, ocorre o trincamento. É preciso, portanto, conhecer previamente a resistência da rocha para escolher o tipo e a quantidade de explosivo a ser utilizado.

2. Densidade

A densidade da rocha está diretamente relacionada com a sua resistência dinâmica – capacidade da rocha opor-se à ruptura quando submetida à energia de choque da explosão. Em geral, rochas com baixa densidade se deformam e rompem com maior facilidade, em relação àquelas com maior densidade.

3. Porosidade

A porosidade da rocha se dá pelos espaços deixados entre os grãos de minerais e/ou pela dissolução destes em determinadas situações. Os efeitos desta propriedade são basicamente:

• Atenuação da energia de choque;
• A redução da resistência dinâmica de compressão.

4. Estruturas

As fraturas, juntas e planos de fraqueza (xistosidade, corrida da pedra) influenciam na propagação da onda de choque e na expansão dos gases. A melhor direção de corte para as rochas ornamentais por exemplo, é justamente aquela paralela à corrida da pedra.

Explosivos

É muito importante para o profissional de blaster saber os materiais presentes nos explosivos utilizados e nas conexões do sistema de detonação, bem como quais as classificações e os tipos de explosivos.

Mas antes de falar sobre esses materiais, o que pode ser definido como explosivo? Explosivos são compostos químicos ou misturas de produtos químicos que podem produzir efeitos explosivos ou pirotécnicos. Esses efeitos estão relacionados à libertação a grande velocidade de grandes quantidades de energia no ambiente, sob a forma de gases a alta temperatura e pressão elevada, em resultado de uma reação química na ausência de oxigênio gasoso ou de ar.

Materiais envolvidos na detonação:

• Pólvoras: Misturas de substâncias explosivas que por ação de agente exterior podem deflagrar.

• Detonador: Cápsula contendo um explosivo capaz de ser iniciado pelo efeito do calor libertado por uma fonte de calor ou uma ação mecânica.

• Escorva/iniciador: Detonador ou conjunto de detonador e reforçador e meio de iniciação, utilizado para provocar uma explosão.

• Mecha/rastilho: Cordão constituído por um núcleo calibrado de pólvora envolvido por um tecido e coberto com camada impermeável.

• Cordão detonante: Cordão com o núcleo de explosivo rápido envolvido por uma camada impermeável.

• Pega de fogo: Conjunto de tiros com uma sequência de rebentamento determinada para funcionar como um conjunto.

• Esquema de fogo ou Plano de Fogo: Modo de implantação e ordenamento de uma pega de fogo.

Outro aspecto importante relacionados aos explosivos é a sua classificação quando à sua aplicação ou período de uso. Eles podem ser divididos em dois grandes grupos:

Explosivos Primários: São aqueles que pelo fato de oferecerem uma maior facilidade a decomposição, quando excitados por agentes externos, são utilizados como iniciadores de cargas dos explosivos secundários. São todos aqueles materiais utilizados nos processos de iniciação dos explosivos propriamente ditos (são os que acionam os explosivos secundários): espoletas,cordéis detonantes, boosters, etc.

Explosivos Secundários: São os explosivos propriamente ditos, ou explosivos de ruptura. Por serem mais estáveis necessitam de uma quantidade de energia maior para iniciar o processo de detonação, energia esta, geralmente fornecida pela ação direta da detonação de um explosivo primário.

Precauções de segurança

Diante da alta periculosidade a qual o profissional de blaster está sujeito, existem algumas leis e normas de utilização que regulamentam a profissão e o uso de explosivos. Além de seguir à risca a todas essas leis, o blaster também deve se comprometer a prestar seu serviço com o máximo de atenção e responsabilidade possíveis, pois ele detém de certo modo todo o sucesso do empreendimento em suas operações, bem como a vida de pessoas ao seu redor.

As normas de segurança em geral constam nas NRM – Normas Reguladoras de Mineração, e tem por objetivo, fundamentalmente, afastar os principais riscos provocados pelos fatores de iniciação, que são o fogo, o calor, o choque e o atrito.

Com respeito ao manuseio de explosivos existem três princípios básicos:

1° Princípio: Devemos conhecer e saber empregar todas as regras de segurança, por mais óbvias que possam parecer. “O convívio constante com os explosivos, muitas vezes, leva o pessoal mais antigo a um relaxamento natural na observância de pequenas regras de segurança.”

2° Princípio: Devemos empregar o mínimo de pessoas e material necessário no trabalho com explosivos. “Tal princípio nos obriga a evitar a presença de curiosos e somente operar com a quantidade de explosivos necessária para o momento.”

3° Princípio: Devemos selecionar rigorosamente o pessoal que irá trabalhar com explosivos. “Devem manusear e aplicar o material os profissionais treinados e qualificados para a função – Blaster. Este profissional deve entender perfeitamente todas as regras de segurança, e, possuir o bom senso para nunca as desrespeitar.”

Na utilização de explosivos industriais, a segurança deve estar em primeiro lugar,pois os eventuais acidentes ocasionam, quase sempre enormes prejuízos, lesões graves ou até mortes. Mostram as estatísticas que, nesse campo, mais de 90% dos acidentes ocorre por falhas humanas.

Apesar dos riscos que se apresentam no manuseio de explosivos, é sempre possível operar em boas condições de trabalho e segurança, desde que se conheçam determinadas regras, aplicando-as rigorosamente.

Como se tornar habilitado em blaster

Para se tornar apto a realizar o manuseio, conexão e detonação de explosivos você deve realizar um curso de blaster. Esse curso te habilita a realizar todas as atividades descritas até aqui com total consciência e segurança. Mas existem alguns requisitos básicos para que você possa se habilitar.

Primeiro, você deve ter vínculo empregatício com alguma empresa que realmente necessite de fazer o uso ou armazenamento de explosivos para algum fim.

Segundo, a empresa a qual você trabalha deve conter o CR (Certificado de Registro), que é um documento emitido junto ao exército brasileiro, que regulariza sua empresa a armazenar, transportar e utilizar explosivos. Por último, sua empresa precisa de mais um documento que é o CFPC (Coordenação de Fiscalização de Produtos Controlados), emitido junto a Polícia Civil, que necessita do CR para ser emitido e também é obrigatório quando se diz respeito ao uso de explosivos.

Uma questão importantíssima que você deve saber é que a habilitação em blaster é válida por apenas dois anos, sendo o profissional habilitado para exercer sua função apenas em seu estado.

Etapas do curso para habilitação e reciclagem em blaster

O curso é dividido em uma parte teórica (realizada por meio de aulas orais para abordagem e discursão do conteúdo, bem como a execução de exercícios e cálculos teóricos que servirão posteriormente para operação em campo) e uma parte prática (em que será feita a aplicação de todo o aprendizado obtido anteriormente, desde a perfuração até à detonação).

Sabendo disso, apresentaremos agora o conteúdo ou o escopo do curso para habilitação e reciclagem em blaster.

O curso teórico é dividido em 5 partes principais:

1. Introdução

Inicialmente é abordado de maneira geral sobre o histórico e as descobertas estritas ao uso da pólvora e de explosivos químicos. É importante o conhecimento desses fatos pois alguns casos concretos nos dão noções essenciais sobre o funcionamento e manuseio de explosivos.

Por exemplo, em 1923, na cidade de Oppau, subúrbio da cidade de Ludwigshafen, Alemanha, descobriu-se a existência industrial de outro membro da família dos explosivos, quando ao tentar-se dinamitar um lote de nitrato de amônio que havia empedrado pela ação da umidade, provocou-se uma enorme explosão destruindo parte da cidade.

Bem turbulento o descobrimento do nitrato de amônio como explosivo não acha? De fato, conhecer tal histórico permite que tenhamos certos cuidados ao lidar com determinadas substâncias explosivas.

2. Perfuração de Rochas

O domínio sobre a etapa de perfuração de rochas é fundamental pois está intimamente ligada à execução do plano de fogo. A perfuração das rochas é a primeira operação unitária da extração e tem como finalidade a abertura de furos, com distribuição e geometria adequadas nos maciços, para alojar as cargas de explosivos e acessórios iniciadores, devidamente dimensionados.

A execução de um furo é feita através de equipamentos próprios denominados de perfuratrizes e obedece a uma sequência de três fenômenos: Corte, abrasão e esmagamento, a depender do tipo de broca a ser utilizada.

O corte é representado pela penetração do elemento cortante na rocha, promovida pela energia de percussão, provocando um cisalhamento até uma determinada profundidade.

A abrasão ocorre quando o elemento cortante percorre a superfície, em movimento de giro – energia de rotação -, exercendo sobre esta uma determinada pressão que é mantida constante através da energia de avanço. O esmagamento é representado pelo impacto dos botões contra a base do furo promovido pela energia de percussão.

3. Explosivos

Aborda-se desde os conceitos gerais de explosivos (definições e materiais) até às suas classificações, composições e usos. É fundamental também que o profissional de blaster conheça integralmente os princípios da detonação e como se dão os efeitos de uma explosão numa frente de lavra.

A interação rocha/explosivo se dá através da energia liberada pela reação química num curto intervalo de tempo. Por sua vez, esta energia é dividida em dois componentes básicos, quais sejam a energia de detonação (onda de choque), e a energia de deslocamento. A ação destes dois componentes em diferentes estágios do processo de fragmentação, provoca uma série de fenômenos responsáveis pelo real efeito da ação do explosivo sobre a rocha.

4. Plano de fogo

Define-se por plano de fogo, o conjunto de elementos que associados irão promover a melhor distribuição dos furos e das cargas explosivas, bem como a forma de ligação para a iniciação.

O primeiro passo, antes de planejar o fogo, é ter conhecimento do objetivo a atingir com o desmonte e posteriormente é estudar todas as características acerca do maciço a desmontar, como propriedades texturais (ex: densidade e resistência da rocha, ou seja, características intrínsecas ao maciço) e estruturais (ex: descontinuidades, orientação do maciço e etc.).

É uma das principais etapas de lavra que o blaster deve conhecer, pois é a partir do plano de fogo que ele irá controlar o processo de desmonte.

5. Normas de segurança

Já sabemos que essa atividade é marcada por riscos graves e que a possibilidade de acidentes é preocupante. Por isso é indispensável que o habilitado em blaster conheça o que ele pode fazer ou não durante o exercício do seu serviço, bem como tomar as precauções devidas.

O conhecimento da R-105/NR 19 e da NRM 16 é imprescindível para se operar corretamente e com segurança. Outra questão importante, é fato do profissional transformar sua experiência no trabalho como fator superior à norma, o que
muitas vezes proporciona que este desconsidere-a, provocando acidentes desastrosos.

Riscos e desvantagens em não ter um profissional de blaster na sua equipe

Agora que você já conheceu o que esse profissional faz e como se tornar habilitado para o exercício de suas funções, será que vale a pena ter pelo menos um profissional de blaster no seu empreendimento? Existem várias vantagens em tê-lo em sua equipe de lavra, desde vantagens financeiras até vantagens técnicas. Mas abordaremos aqui os riscos e desvantagens em não ter esse profissional, já que é urgente ficar ciente dessas questões se você quer iniciar um empreendimento mineiro.

1. Inviabilidade técnica

É muito comum no Brasil acontecer em certas empresas, que pessoas sejam alocadas em cargos que não estão de acordo com suas qualificações.

Infelizmente isso é bem recorrente em empreendimentos mineiros, onde o profissional de blaster muitas vezes é substituído por um engenheiro que além de exercer as suas funções devidas (elaboração do plano de fogo, gerenciamento, etc), também ficará responsável por realizar o desmonte.

Você com certeza deve ter pensado: mas se é o engenheiro o responsável por ministrar o curso de blaster, por que ele não seria a melhor pessoal para exercer essa função? A resposta é mais simples do que parece e pode ser dada em
apenas uma palavra: foco.

O profissional de blaster além de ter passado pelo curso prático, que o proporciona muita experiência ao lidar com as operações de desmonte diretamente, ele também é treinado para lidar exclusivamente com todos os imprevistos que podem surgir ao lidar com explosivos e detonações.

O mesmo acontece com o engenheiro, que muitas vezes por estar atarefado com questões ligadas ao gerenciamento de projetos pode se descuidar ao tratar diretamente do desmonte de rocha.

2. Inviabilidade econômica

O que foi citado anteriormente é um fato. Muitas microempresas acabam contratando apenas um engenheiro que fica responsável por basicamente tudo no empreendimento mineiro. Este é o chamado engenheiro “full time”. Mas será que isso é vantajoso? Com certeza não, na tentativa de querer fazer tudo você pode acabar não fazendo nada direito.

Mas esse não é o principal problema. Um profissional nessas condições, em geral, está sujeito a altas jornadas de trabalho e estresses contínuos. O efeito disso é uma remuneração extremamente alta por um serviço que muitas vezes pode não ser executado da melhor forma. É muito mais viável financeiramente, tanto na questão dos gastos com a equipe quanto nos ganhos da empresa, que você tenha profissionais qualificados para cada função específica do seu empreendimento, o que com certeza irá acarretar em melhores resultados.

3. Riscos

É muito importante salientar também que erros humanos relacionados à atividade do blaster levam à acidentes muitas vezes irreparáveis e trágicos. Um profissional de blaster qualificado deve conhecer na íntegra todas as normas e princípios que fomentam o exercício de sua função para que ele não possa colocar em riscos a sua vida e a de outras pessoas. Não ter um profissional que molde suas ações com base nessas normas pode acarretar em graves acidentes, bem como colocar em risco toda o empreendimento e os investimentos feitos.

A exemplo, em março de 2019, por exemplo, ocorreu um grave acidente numa mineradora na cidade de Teofilândia (BA), a 173 km de Salvador, que deixou dois mortos e três feridos. Segundo investigações o acidente foi provocado por uma detonação não programada.

É fundamental que o profissional de blaster tenha uma boa habilitação para que ele possa identificar anomalias estritas às operações de desmonte, podendo assim evitar certos tipos de acidentes. Por isso, você deve se atentar ao formar sua equipe de lavra, tendo profissionais corretamente alocados em cada uma de suas funções.

Assim, é importante também se preocupar coma saúde física e mental do seu blaster, para que ele possa executar suas atividades com excelência e sempre prezando pela vida.


Gostou de saber o que é e o que faz o blaster? Somos uma empresa de consultoria de mineração focada em pequenos e médios negócios. Caso tenha alguma dúvida, pode falar com a gente no WhatsApp

Se você tem uma empresa ou é funcionário de alguma empresa do ramo e quer ter essa habilitação, a Cristal Jr disponibiliza o serviço de Habilitação e reciclagem de blaster.

6 comentários em “Blaster: O que é, como ter a habilitação e os riscos de não ter esse profissional na sua equipe

  1. Adalberto Responder

    BOA NOITE eu faço manutenção em compressor e carretas de perfuração e sabemos o quanto é perigoso o nosso ramo mas é muito bom quando olhamos os trabalhos dos amigos

    • CRISTAL Jr Autor do postResponder

      Com certeza muito satisfatório ver o trabalho e podermos confiar na equipe com que trabalhamos!

    • CRISTAL Jr Autor do postResponder

      Olá sr. José, devido à natureza do curso, o mesmo não pode ser feito à distância. Caso tenho mais alguma dúvida, sinta-se à vontade para entrar em contato conosco.

  2. Daniel Costa Santos Responder

    Parabéns ao autor deste livro bem explicativo fácil de se entender o conteúdo; é um livro a ser lido sempre q surgir dúvidas, sobre ao manuseio e aplicação de explosivo.

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