A corrida pela mineração espacial: como anda e quem lidera


Você já deve ter ouvido falar por aí que existem empresas que querem ir para o espaço, para realizar atividades de mineração. Parece algo distante e acima de tudo, uma loucura, não é?

Imagine só, você no espaço minerando platina!

Um fator importante que leva os empresários a quererem investir na mineração espacial, é que algumas matérias primas presentes no planeta Terra estão perto de se esgotarem, e por isso, é necessário já pensar em um novo plano de ação.

Enfim, se você deseja saber quem são as pessoas e os países que estão na corrida espacial, quais minerais que podem ser explorados, além de outras informações interessantes, convidamos você a continuar conosco!

Figura 1: imagem ilustrativa de uma máquina de mineração espacial. Fonte: reprodução.

O que é mineração e qual a sua importância?

Antes de tudo, para que você entenda bem sobre a mineração espacial, é importante que você saiba com clareza o que é a mineração e para que ela serve.

Então, a mineração é tida como uma atividade que consiste nos processos de pesquisa, exploração, extração e beneficiamento de minérios. Além disso, ela tem suma importância nas mais variadas áreas da sociedade, como na construção de eletrônicos, cosméticos, materiais de construção, e mais uma infinidade de coisas. Assim, se você está lendo esse artigo, é graças a mineração, pois seu aparelho telefônico está cheio de minerais!

Enfim, agora que você já sabe o que é a mineração e a importância dela, podemos realmente falar sobre a mineração espacial.

Do que são formados os asteroides?

Até o momento sabemos que as empresas desejam os minerais presentes na Lua e nos asteroides.

Bom, também é importante saber a definição de asteróides e qual sua composição. De maneira geral, os asteroides são corpos celestes que orbitam o Sol e que são muito pequenos para serem considerados planetas. Eles se concentram entre Marte e Júpiter, região denominada de cinturão de asteroides.
Tudo o que sabemos sobre a composição desses corpos celestes vem das análises feitas sobre aqueles que caíram na Terra. Os elementos químicos que geralmente formam os asteroides são silicato, platina, cobaltoferro e níquel.

Os asteroides podem ser os restos de um planeta que foi destruído ou simplesmente materiais que, desde a formação do Sistema Solar, nunca se fundiram para a formação de um planeta. Essa segunda hipótese é a mais aceita para a explicação da origem desses corpos celestes.

Figura 2: imagem de um asteroide. Fonte: reprodução.

Uma coisa curiosa, é que se todos os asteroides conhecidos fossem unidos em um único corpo, o resultado seria um objeto com o diâmetro de aproximadamente 1500 km, menos da metade do diâmetro da Lua.

Figura 3: imagem explicando sobre asteroides. Fonte: reprodução.

Mineração espacial

Como já mencionamos anteriormente, embora a mineração espacial seja um conceito ainda fora deste mundo para alguns, é real para o setor de mineração. Depois de muito tempo sendo considerado principalmente ficção científica, os governos estão implementando programas e legislação que lhes permitem participar da corrida pela mineração no espaço.

Mas, você sabia que já além dos governos, existem agências espaciais e o setor privado interessados nas atividades espaciais? E o mais incrível é que esse número só tem crescido ao decorrer dos anos.

Além disso, o mercado de mineração de asteróides já está avaliado em até trilhões de dólares, é muito dinheiro!

Bom, falando agora sobre a empreitada, obviamente, sabemos que não é fácil. Antes de mais nada, é preciso antes identificar quais asteroides são ricos em recursos, e então, a partir daí a companhia tem que desenvolver sondas que possam ir até o local e que sejam capazes de operar em um ambiente de baixa gravidade.

Depois disso, ainda é preciso carregar todo o material até uma estação espacial ou para a Terra. “Existem vários problemas. Um deles é que esses metais não ocorrem de forma livre, mas sim combinados na forma de minerais. Portanto, para serem aproveitados como minérios, eles teriam de ser extraídos das rochas e concentrados para serem transportados. Tais processos não são fáceis de serem executados”, avalia o especialista em geologia planetária e professor da Unicamp Alvaro P. Crósta.

Então, a pergunta que não quer calar, é mais fácil minerar no espaço?

Ninguém sabe, simplesmente porque ninguém nunca tentou. Mas uma coisa é certa: não será barato. “A questão do transporte do minério fora do nosso planeta não é tecnológica, uma vez que viagens desse tipo já são feitas, mas sim financeira. É difícil avaliar se os custos do transporte de grandes volumes de isso sem mencionar a quantidade de energia envolvida, o que acabaria consumindo os recursos do planeta.

Para contornar esse problema, os empreendedores vão focar primeiro na descoberta de água. O material poderia ser quebrado em hidrogênio e oxigênio e transformado em combustível. Segundo a Planetary Resources, um único asteroide rico em água poderia abastecer todos os foguetes já lançados pelo homem, o que reduziria os valores. Os empresários, porém, parecem ter transformado a questão do alto custo da exploração espacial em mais um critério a ser dobrado.

Seja qual for o custo do projeto de mineração (as cifras não foram reveladas), o lucro tende a ser alto, se a empreitada for bem-sucedida. De acordo com a empresa, que se baseia em estudos recentes da Nasa, um único asteroide de 500 metros de diâmetro rico em platina pode gerar uma renda de US$ 2,9 trilhões. Mas, ao menos por enquanto, a coisa está longe de sair do papel.

Figura 4: imagem explicando o processo de exploração do asteroide. Fonte: reprodução.

Quais países e empresas estão na corrida da mineração espacial?

Como você deve imaginar, China e Estados Unidos estão nessa lista.

A China fundou em 2017 uma startup chamada de Origin Space, essa startup colocará o NEO-1 em órbita em novembro de 2022, um pequeno satélite de 30 quilos que será lançado por um foguete longa marcha e que ficará em uma altitude de 500 quilômetros.

Yu Tianhong, cofundador da empresa descrita como a primeira da China focada na utilização de recursos espaciais, explica que inicialmente não será realizada a ação em si: “O objetivo é verificar e demonstrar múltiplas funções, como manobras orbitais, captura simulada de corpos celestes e identificação e controle inteligentes da espaçonave.”

Em 2021, uma outra missão estava marcada para acontecer, chamada Yuanwang-1. Apelidada de “Little Hubble”, ela será responsável por colocar em operação um telescópio óptico projetado para observar e monitorar asteroides próximos à Terra. Segundo a Origin Space, conhecer os destinos adequados é fundamental; logo depois, a Lua é o destino.

Além dele, existe o NEO-2, que será lançado com destino à Lua entre 2021 e 2022. Ainda não foram divulgados detalhes sobre esta missão, mas é possível que ela tenha alguma relação com a proposta da NASA para a compra de rochas lunares de empresas privadas.

Figura 5: imagem ilustrativa. Fonte: reprodução.

Além da startup mencionada anteriormente, temos a DSI – Deep Space Industries, uma companhia privada que anunciou em 2015 seus planos de iniciar a exploração de asteroides em breve, e entrou em uma forte competição com a Planetary Resources, que já apresentou um projeto de mineração espacial semelhante e que deve ter início já nos próximos dois anos.

Figura 5. Fonte da imagem: Reprodução/Deep Space Industries.

Além do mais, é importante lembrar que investidores de peso, como um dos criadores do Google e o cineasta James Cameron, apostam na exploração de asteroides como saída para a escassez de matéria-prima na Terra.

Enfim, agora conta pra a gente, na sua opinião essa exploração espacial é viável ecologicamente? Porque financeiramente sabemos que vai render um bom dinheiro.

Por fim, existem pesquisadores que acreditam que isso possa comprometer o equilíbrio do Sistema Solar, entretanto, sabemos também dos impactos que a mineração causa no planeta Terra, e com isso ficamos em uma linha tênue. 


Bom, chegamos ao final do artigo, esperamos ter conseguido esclarecer suas dúvidas.

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1 comentário em “A corrida pela mineração espacial: como anda e quem lidera

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