PAE-Plano de Ação de Emergência: o que é e qual sua importância

Devido a grande incidência de acidentes em rodovias e em fábricas, transportadores e outras empresas que possuam qualquer tipo de risco, empresas e órgãos governamentais sentiram a necessidade criar e planejar alguma medida de prevenção e correção a esses incidentes, foram criados então alguns programas como: os Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR) e Planos de Ação de Emergência (PAE) para as rodovias do Estado, os quais visam prevenir e minimizar riscos de acidentes.

A seguir vamos tratar especificamente de PAE, quais suas características como deve ser implantado etc.

O que é o PAE

Não, não é o Plano de aproveitamento Econômico.

Você já ouviu falar sobre Plano de Emergência? O Plano de Ação de Emergência, PAE, determina quais as ações serão tomadas em caso de emergência. Vazamento, explosões, incêndios, inundações, desastres naturais entre outros.

Toda e qualquer planta precisa ter o PAE, com exceção das edificações residenciais unifamiliares, e é elaborado por profissionais devidamente habilitados.

É um documento onde fica estabelecido as possíveis emergências, dentro e fora do estabelecimento, junto a descrição dos procedimentos que serão tomados para reduzir os danos às pessoas, às propriedades e ao meio ambiente.  

Qual é o objetivo desse PAE?

Você conhece o PGR? O Programa de Gerenciamento de Risco, é um conjunto de procedimentos que tem como objetivo prevenir acidentes de trabalho.

E independente das ações preventivas previstas pelo PGR o PAE deve ser elaborado e considerado como parte integrante do gerenciamento de riscos.

A finalidade do PAE é fornecer um conjunto informações que proporcione condições para adotar processos lógicos, administrativos e técnicos que minimizem os impactos para a população, propriedades e para o meio ambiente.

Ele reduz os efeitos negativos de um sinistro, corresponsabiliza os envolvidos para que cumpram os requisitos de segurança e prepara os meios humanos, materiais e organizacionais para proteger as pessoas e o patrimônio.

E como funciona?

O Plano de Emergência precisa definir, de forma clara, as atribuições e responsabilidades dos envolvidos. Prevendo quais os recursos, humanos e materiais, serão utilizados e quais procedimentos serão acionados.

Como fazer um PAE?

As diretrizes podem variar segundo a legislação estadual, mas de forma geral um PAE especifica procedimentos básicos de segurança como:

• alerta assim que for identificada qualquer emergência;

• análise da situação de alerta e executando os procedimentos necessários;

• abandono de área parcial ou total, se necessário e de acordo com as regras do plano de emergência;

• isolamento da área para os serviços de emergência.

Quais são as características de um Plano de emergência?

Simplicidade: O documento necessita ser escrito de forma fácil e clara, para que possa ser bem compreendido e evitar confusões futuras.

Flexibilidade: Deve ser flexível o suficiente para se adaptar a situações imprevistas, ou seja, as que não condizem com o que foi estipulado inicialmente.

Dinamismo: O PAE precisa ser revisado com frequência e atualizado conforme o aprofundamento das análises de risco e com a evolução qualitativa e quantitativa que empresa possui para os meios de combate aos sinistros.

Adequação: O plano de emergência deve ser adequado à realidade da empresa e aos meios disponíveis.

Precisão: No documento precisa estar evidente a determinação das responsabilidades.Ao elaborar este documento devem considerar as características de cada empresa e a área em que ela atua.

A partir disso, existem 4 elementos que precisam estar presentes, pois auxiliam a criação de um plano de emergência mais eficiente.

Componente técnico – Informação, proibição, obrigação, emergência sonora, mapas, plantas, equipamentos entre outros.

Componente humano – É o centro de coordenação de emergência, o qual identifica os riscos e coordena as equipes etc.

Componente formação – São as simulações, treinos e informações prévias.

Componente médico e primeiros socorros – São os meios para prestar os primeiros atendimentos. Identificar o total de acidentados e a gravidade das lesões. Além das ligações para os hospitais e para os serviços de saúde.

No primeiro momento, durante a construção do PAE, é feito a análise preliminar de riscos, onde é definido os riscos internos, externos e as vulnerabilidades da empresa.

Após a análise preliminar ocorre as seguintes etapas:

• mapeamento completo das instalações;

• repasse para o setor de Recursos Humanos sobre a necessidade de capacitação dos colaboradores;

• levantamentos dos recursos e meios existentes;

• elaboração de um Plano de Abandono de Área;

• elaboração do Plano de Contingência.

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Como implantar o PAE

E agora? Depois de elaborar o Plano de emergência, como implementar?

A efetivação do PAE segue alguns requisitos:

Divulgação: A divulgação do plano de emergências deve contar com um manual básico, repassado as pessoas que integram a planta definida. 

É de extrema importância a visualização fácil dos procedimentos. O documento deve ter representações gráficas que destaquem as rotas de fuga e saídas de emergência.

Essas representações também devem estar fixadas em locais estratégicos e na entrada principal.

Exercícios simulados: Os treinamentos servem para capacitar as pessoas a evacuarem a área em caso de emergência.

Devem ser feitos os procedimentos total e parcial. Para risco médio e baixo, é recomendado fazer simulados parciais a cada 6 meses, e os completos a cada 12 meses.

Para risco alto, o procedimento deve ser feito a cada 3 meses para os procedimentos parciais e a cada 6 meses para o procedimento total. Depois do treinamento, é necessário fazer uma reunião para avaliar o resultado e corrigir as falhas ocorridas.

Não existe um tempo pré-estabelecido acerca da validade do PAE, porém recomenda-se realizar pelo menos uma revisão a cada 12 meses ou sempre que ocorrer qualquer alteração no ambiente de trabalho ou na execução de determinada atividade.


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1 comentário em “PAE-Plano de Ação de Emergência: o que é e qual sua importância

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