Conheça um pouco sobre a exploração de petróleo no mar

No mundo moderno dependemos do petróleo, para gerar energia, alimentar maquinário e gerar combustível para locomoção de pessoas e materiais. Dessa forma, uma das indústrias mais importantes, se não, a mais importante do nosso tempo, é a petrolífera.

O que é offshore?

Antes de tudo, a tradução literal offshore é: “no mar” ou “que se situa ou é realizado ao largo da costa”. Nesse sentido, as indústrias petrolíferas offshore são as que possuem construções petrolíferas localizadas em alto mar, utilizadas para a extração de petróleo em oceanos profundos.

Nesse sentido, a fabricação de petróleo em escala industrial ocorre de duas formas: na terra, onshore ou no mar, offshore.

Então, quando a exploração do petróleo é feita em alto mar as plataformas são fixadas com tubos de aço ou ancoradas com cabos de aço. Além disso, são utilizados equipamentos submarinos para trazer o petróleo dos poços no solo marítimo até as plataformas. Dessa forma, solo marítimo é perfurado até alcançar os reservatórios que se localiza a quilômetros de distância da construção.

Depois de realizar a extração pelos poços de produção offshore, o Petróleo é armazenado e então transportado em larga escala. Isto é feito através de duas maneiras: oleodutos, tubos submarinos que transportam o óleo produzido ou os grandes navios-tanques, conhecidos como petroleiros. No entanto, os poços marítimos são mais produtivos e muito mais caros de serem perfurados e desenvolvidos, eles exigem logística avançada e tecnologia de ponta, o que não é o caso da perfuração nos poços terrestres.

O mercado de petróleo no Brasil

Primeiramente, a exploração de petróleo no Brasil em reservatórios no mar começou em 1968, no estado de Sergipe, na região Nordeste. Nesse sentido, temos a Bacia de Sergipe, campo de Guaricema, situa-se a cerca de 30 metros na costa.

Ainda assim, até hoje perfuramos cerca de 30 mil poços para produzir petróleo, sendo quase 77% em terra e 23% no mar onde existem atualmente mais de 155 plataformas de petróleo espalhadas por toda a costa brasileira.

Além disso, no final da década 1970, a produtividade dos campos offshore superou muito os campos onshore, sendo que atualmente corresponde a mais de 90% da produção doméstica. Em outras palavras, as plataformas mais produtivas do país são em sua maioria em águas profundas, do tipo FPSO (Flutuante de Produção, Armazenamento de Transferência). Dessa forma, isso fez com que em 2019 o Brasil ocupasse a 10ª posição no ranking global de produção de petróleo.

As plataformas FPSO consistem em navios com capacidade para processar e armazenar o petróleo, e prover a transferência do petróleo e/ou gás natural.
Imagem: Reprodução.

Por outro lado, com o aumento da atividade na costa de Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará, a Petrobras decidiu desenvolver os próprios projetos de plataformas o qual suprisse o desenvolvimento dos campos.  

É interessante ressaltar que nosso país se destacou dos demais países produtores offshore, pois investimos em tecnologia de ponta para abaixar o custo de extração em águas profundas, principalmente em nossa enorme perola, os campos do Pré-sal, que são altamente produtivos em petróleo de boa qualidade.

Dessa forma foi a maneira que o Brasil encontrou de continuar competitivo com os maiores produtores mundiais, EUA, Rússia e Arábia Saudita, no mercado de exportação de petróleo. Nesse sentido, as descobertas no pré-sal estão entre as mais importantes em todo mundo na última década. Além disso o volume de petróleo produzido por poço da Bacia de Santos está muito acima da média da indústria, são em média, cerca de 25 mil barris diariamente, além de que dos dez poços de maior produtividade no Brasil, nove estão localizados nessa área.

A evolução dos programas de pesquisa em tecnologia offshore

“Desde a primeira descoberta em águas profundas, temos trilhado uma longa jornada tecnológica”. A frase em questão está na página inicial do site do pré-sal, descrevendo o nosso avanço e nossa superação de desafios.

Em sua maioria, esta superação foi obtida a partir do conjunto: esforços das equipes técnicas das operadoras e dos fornecedores + estudiosos e pesquisadores de universidades e centros de tecnologias.

Com o avanço no conhecimento da geologia, a introdução de tecnologias de ponta e o aumento da eficiência dos projetos nós conseguimos ter perfuração de poços no pré-sal em tempo cada vez menor.

Vou te dar um exemplo, o tempo médio para construir um poço marítimo no pré-sal da Bacia de Santos, foi reduzido em 2,5 vezes entre 2010 e 2018. Além de reduzir o custo de produção.


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