Polimorfismo mineral: O que é e quais os casos mais comuns?

Você consegue imaginar como dois minerais de mesma formação química podem ter a suas formas cristalinas completamente opostas? Isso é o polimorfismo mineral.

Nos acompanhe neste artigo para entender porque isso acontece e para conhecer alguns casos mais frequentes.

O que é o polimorfismo mineral?

Quando um mineral passa pelo processo de formação, ele recebe diretamente influência do ambiente em que está, e consequentemente da pressão e da temperatura sobre ele. Porém, muitas vezes, esses fatores são aplicados em minerais que são quimicamente iguais de maneira desigual. 

Essa desigualdade é justamente o polimorfismo mineral, que é o termo usado para denominar minérios de mesma composição química, mas que, por conta das disparidades na atuação da pressão ou temperatura, têm a sua cristalização diferente.

Para esse conceito ficar mais claro, iremos utilizar exemplos mais comuns de polimorfismo na mineralogia.

Tipos de polimorfismo mais comuns

O Diamante e a Grafite possuem a fórmula química C, mas por que eles apresentam aparência e valor tão distintos? Acontece que a organização dos seus átomos é diferente. Enquanto o diamante é covalente e tridimensional, o grafite é formado pelo empilhamento das camadas planares de C, e são bastante separadas entre si. 

O diamante, além da sua organização atômica, também precisa  que a pressão e a temperatura que atuam sobre ele  sejam de valor superior ao da grafite, sendo o Diamante mais denso. Por conta da rigidez do diamante, resultado de suas ligações de C, o mesmo possui alto valor de mercado, principalmente voltado para a composição de máquinas.  Já a Grafite, por ser bastante frágil, é utilizada como lubrificante.

Outro fator que difere muito a qualidade da Grafite em relação ao Diamante é o tempo, uma vez que o tempo utilizado para a formação da Grafite é bastante inferior ao tempo de formação do Diamante, o que leva, inclusive, à criação de Diamantes sintéticos, que são feitos em laboratórios.  Devido à manipulação da temperatura e pressão ideal para formação dos diamantes, a produção ocorre em um tempo menor.

  • Silicatos

Os silicatos também apresentam minerais com polimorfismo dentro do seu grupo. Tendo a mesma base química SiO4, o Quartzo, Cristobalita e Tridimita possuem características físicas diferentes.

O que causou diferença na aparência desses três minerais foi a temperatura a que os mesmos foram submetidos em seu processo de formação. Sendo o Quartzo o submetido à menor temperatura, seguido por Tridimita e, por último com maior temperatura, o Cristobalita. Com o superaquecimento que os minerais sofrem, o polimorfismo acontece  quase de imediato sobre eles. Além disso, o Cristobalita pode sofrer com uma desordem de empilhamento das suas camadas, o que o coloca sua forma ainda mais distante dos demais do seu grupo.

Esses silicatos são constantemente procurados para compor produtos tecnológicos por possuírem forma vítrea. 

* OBS: Não é considerado polimorfismo mineral o que acontece, por exemplo, com a Ametista e o Citrino, visto que ambos são silicatos e possuem fórmulas químicas parecidas.  A distinção entre eles está na quantidade de ferro presente em cada um. 

  • Dickita, Caulinite, Nacrita e Haloisita

Esses minerais são do grupo dos filossilicatos, grupo das argilas, e, assim como os outros exemplos, também possuem em comum a mesma forma química. Nos basta agora entender qual processo os deixou diferentes entre si.

A Haloisita possui hábito tabular e, devido à camada extra de água que a mesma possui,  obtém-se, como resultado, a desidratação súbita e, quando superaquecida, ela retorna ao estado de Caulinita.

Nacrite tem o deslocamento de suas camadas diferente da Dickita e da Caulinita, o que faz com que o seu pó seja diferente dos demais.

A Dickita e a caulinita tem suas camadas organizadas de formas idênticas e as mesmas diferem apenas na forma de distribuição dos sítios de cátions.

Esses minerais são bastantes presentes na fabricação de papel.


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